Filha vira cafetina para chantagear o pai! Filho faz filme erótico sobre a vida da mãe! Largou o marido para consolar o viúvo da filha! Pai e filha no motel assaltado. Cada um com seu amante! Essas e outras histórias, típicas manchetes de jornal sensacionalista, foram de fato vividas, ouvidas, testemunhadas ou imaginadas por Nelson Motta e estão reunidas no livro "Força Estranha". “As forças que movem a vida são muito mais estranhas do que parecem”, diverte-se o jornalista, escritor e produtor musical, inspirado no título do novo livro, homônimo da música de Caetano Veloso celebrizada nas vozes de Gal Costa e Roberto Carlos.
“Força Estranha”, frisa Nelsinho, é um livro de histórias, de “causos”. Em cenários e épocas diversos, uma série de personagens carismáticos e movidos a forças estranhas e emoções fortes, vivem as situações mais bizarras. São relatos da orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, nas décadas de 60 e de 80; dos terreiros de Salvador à paradisíaca Boipeba; dos quartinhos frequentados pelos poderosos em Brasília; da perigosa Buenos Aires na ditadura militar; da Nova York multicultural de Woody Allen. Da Espanha almodovariana. Da swinging London dos anos 60. Aos fatos e feitos, o autor une sua criatividade, seu humor e sua prosa.

De Nelson Motta sobre o livro:
"Feliz da vida com o sucesso de Vale tudo – o som e a fúria de Tim Maia, achei que seria o momento ideal para aproveitar a popularidade nas livrarias e na sequência lançar um romance, um gênero bem menos popular do que biografias."
"Mas só quando me sentei para escrever descobri que o problema era outro: o desafio quase insuperável de inventar um personagem de ficção melhor, mais louco, mais divertido do que o quase inverossímil Tim Maia. Desisti."
"Passei um ano escrevendo crônicas, fazendo palestras, dando entrevistas, viajando, e de vez em quando me vinha alguma idéia ou personagem, eu anotava no laptop, mas logo concluía que não daria um romance."
"Até que no dia 1º de janeiro de 2009, movido por forças estranhas, comecei a escrever compulsivamente este livro, me baseando em algumas idéias e personagens que não dariam um romance, em memórias e relatos que poderiam, com um pouco de imaginação, render boas histórias curtas. Comecei a escrever no Rio de Janeiro, de manhã cedo ao anoitecer, de domingo a domingo, com imenso prazer, depois continuei em Salvador, e 45 dias depois nem eu mesmo acreditava, mas havia escrito 15 contos, quase 300 páginas."
"Minha editora gostou do material bruto, poderia se tornar fino, mas me advertiu que o conto é um dos gêneros menos populares, que só livros de poesia vendem menos. Mas depois de um livro de memórias, dois de crônicas, uma biografia, dois policiais, um romance de época, por que não um livro de contos? Mas com uma armação diferente."
"Jogamos fora cinco histórias e trabalhamos durante seis meses na edição das outras dez até a versão final. O diferente é que as oito primeiras histórias se passam em lugares e épocas diversos, com seus próprios personagens, e aparentemente não têm nada em comum. Aparentemente."
"Mas na nona história se veria que não era bem assim, que alguns personagens estavam, sim, surpreendentemente ligados. E na última, afinal o mistério se revelaria, contando como todas as histórias se integram uma unidade em que se misturam memória e imaginação, ficção e confissões, num jogo com o leitor em que não interessa saber onde começam ou terminam umas ou outras, mas a diversão e a emoção: vale o escrito."
Sobre o autor:
Aos 65 anos, completados em 29 de outubro, Nelson Motta se autodefine como um falso carioca, nascido em São Paulo, em 1944. É jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor musical. Autor de canções de sucesso como Dancing Days (com Ruban Barra) e Como uma onda (com Lulu Santos), integrou durante oito anos a mesa do programa Manhattan Connection, da GNT/GLOBOSAT. É colunista do Jornal da Globo, de O Globo e O Estado de São Paulo. São dele os best-sellers “Noites Tropicais” e “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, que venderam mais de 200 mil cópias. Lançou ainda pela Objetiva os policiais “O Canto da Sereia” e “Bandidos e Mocinhas” e, pela Suma de Letras, o romance “Ao Som do Mar e à Luz do Céu Profundo”, em 2006.
Agitador cultural incansável, em 2009 Nelson Motta produziu 52 crônicas de jornal para O Globo e O Estado de São Paulo, 52 colunas para o Jornal da Globo, 260 programas de rádio Sintonia Fina – Eldorado SP, MPB FM Rio, Itapema FM Porto Alegre e mais 8 emissoras pelo Brasil, que rodou dando as palestras “Música na era digital”, “Brasil, o som da história”, “A mulher na música brasileira”. Disputado “ator” de documentários – de Simonal a Arnaldo Baptista, passando por Paulo Francis, Raul Seixas e Dzi Croquettes, tem participações em nove entre dez documentários sobre Bossa Nova, Tropicalismo e Rock Brasil – Nelson Motta trabalha no momento no roteiro de três filmes para o cinema: Meu tempo é agora (com Patricia Andrade) para Johnny Araujo; Altos e baixos (titulo provisório) para Cacá Diegues e Renata Magalhães; e São Jorge F.C. (com Dudu Albuquerque, Calvito Leal e Patricia Andrade), para a produtora O2 – TV Globo. Além disso, aguarda a produção para o cinema do best-seller “Vale tudo – o som e a fúria de Tim Maia”, cujos direitos foram comprados pelo produtor Rodrigo Teixeira. Não satisfeito, Nelson Motta ainda anexou ao currículo de compositor este ano as seguintes canções: Noturno Carioca, com Erasmo Carlos; Ladeira, com o Jota Quest; Bolero digital, com João Donato e Bom de dor, com Mário Biondi (Itália ), além do Disco de ouro (50 mil vendidos) pela direção artística do CD Onde brilhem os olhos teus, de Fernanda Takai.
Mantém o site: www.sintoniafina.com.br
Título: Força Estranha (editora Suma de Letras/Objetiva) Preço: 29,90 Páginas: 152
Serviço: Sempre um Papo com Nelson Motta Dia 09 de dezembro, quarta-feira, às 19h30 Local: Auditório da Cemig (Avenida Barbacena, 1200 - Santo Agostinho) - Entrada gratuita Informações: (31) 3261-1501 ou www.sempreumpapo.com.br
Fonte: http://www.sempreumpapo.com.br/agenda/integra.php?id=750&idCid=1